Notícias

ADEPOL-PR busca solução junto ao Delegado Geral para transferência repentina de Delegado no interior

20 de Março de 2019

O aviso repentino de transferência do Delegado de Polícia, Dr. Felipe Akio de Souza Hirata, titular da Delegacia de Assaí (11ª SDP – Subdivisão Policial de Cornélio Procópio) para a delegacia do município de Iretama (16ª SDP – Subdivisão de Campo Mourão) causou desconforto, indignação e insegurança entre os Delegados de Polícia Civil do Estado do Paraná. Informado de sua transferência pelo e-mail institucional da Polícia Civil, na última sexta-feira (dia 15/03), o Delegado, que há anos desempenha um trabalho modelo, de referência frente à DP de Assaí, buscou a ADEPOL-PR para compreender a natureza de tal transferência e tomar medidas que assegurem seus direitos enquanto servidor público. “O Dr. Felipe nos comunicou sobre sua situação e de imediato, juntamente com o Dr. Marques, Presidente do SIDEPOL, agendamos uma reunião com o Delegado Geral, Dr. Silvio Jacob Rockembach. Fomos por este prontamente atendidos, no dia 18/03, no período da manhã, e o que ele nos passou é de fato preocupante”, informou o presidente da ADEPOL-PR, Dr. Daniel Fagundes.

Segundo o que foi apurado na reunião, a transferência do Dr. Hirata ocorreu após o Ministério Público de Iretama ajuizar um pedido, no bojo de uma ação civil pública, para que a Justiça ordenasse a designação de um Delegado para aquela Comarca. O juiz de Iretama acatou o pedido e em decisão liminar determinou que o Estado cumprisse a decisão de enviar um Delegado exclusivo para assumir a referida Delegacia do município. “O Delegado Geral foi muito transparente ao nos apresentar mais de 60 ações ajuizadas pelo Ministério Público pedindo delegados em Sedes de Comarca no interior. O problema é que essas decisões judiciais, em sede de antecipação de tutela, originam-se de uma visão micro do quadro da segurança pública, apenas com base na necessidade local, não considerando a visão macro. Nesse sentido, o que estamos enfrentando é uma ingerência do Poder Judiciário em prol de uma demanda localizada que desconsidera a carência de RH como um todo na PCPR”, explicou Dr. Daniel Fagundes.

Para o presidente, a reunião foi bastante produtiva e terminou com um caminho promissor para o quadro que se apresenta. Dr. Daniel enfatizou ainda o empenho e a seriedade do Delegado Geral em conduzir os graves problemas a frente da Polícia Civil. “O Delegado Geral já está tomando as providências cabíveis junto à PGE e ao TJPR para o fim de ver suspensas essas medidas liminares que interferem de modo prejudicial na gestão de RH do DPC e nos colocamos à disposição para trabalhar juntos nas demandas. É importante enfatizar que ao ser informado que o Dr. Felipe Akio de Souza Hirata havia sido comunicado de sua transferência por e-mail, sem prévio diálogo, o Delegado Geral entrou em contato com o mesmo de imediato por telefone e esclareceu todos os detalhes da situação que se instalou e se escusou pela forma com que os trâmites se desenrolaram”, comentou Dr. Daniel.

 Defesa da classe

O caso específico do Delegado, Dr. Felipe Akio de Souza Hirata, está sendo tratado com prioridade pela ADEPOL-PR.  Todo o auxílio, inclusive jurídico, está sendo demandado para que o Delegado tenha suas prerrogativas resguardadas. “Somos sensíveis ao caso, entendemos que o trabalho do Dr. Felipe em Assaí é exemplar, tendo inclusive a manifestação da comunidade local pela sua permanência. Não podemos permitir que demandas locais, específicas e que atendem apenas o interesse local, ignorando as necessidades da estrutura como um todo, interfiram no trabalho, na rotina dos Delegados de Polícia”, concluiu o presidente.